É a Economia, Estúpido!, Destaque

É A ECONOMIA, ESTÚPIDO! – Orçamento 2011. Haverá razão atendível para chumbá-lo ou queremos apenas armar caldeirada?

cartões-economiaPOR PEDRO BILTRE-FARFALHO/TCC – Meus amigos, o reboliço que vai para aí por causa da aprovação do orçamento! É um ruído quase tão estridente como a voz de uma surda-muda ao pedir uma bola de berlim num café. É mais ou menos assim: óóóóóóówaa wíííííínnnn, mas numa frequência tão alta como a de um golfinho do Zoo Marine ao cheirar o bacalhau à tratadora.

Aliás a frequência da chinfrineira é tão alta, tão alta, que poucos humanos a conseguem entender, quanto mais os portugueses. Será que o Passos Coelho quererá mesmo que o governo caia ou está só armado em carapau de corrida? É que se o líder do PSD estiver apenas a armar-se em carapau, tenho uma coisa a dizer-lhe: cuidado com os delfins do PS, que o Pedro Silva Pereira está apenas a ser alimentado com pequenas doses de escandaleira e deve estar a sentir falta de carapauzito na dieta.

Orçamento. O que parece é, até se virar contra ti, Passos.

E Sócrates? Ao chamar Passos Coelho para negociar, estará o Primeiro Ministro a querer atacar os problemas do país integrado num cardume pluripartidário, ou porventura estará o tubarão-de-nariz-batata apenas à espera que o carapau Passos se vire de costas para lhe afinfar uma trincadela nas sondagens?

A única coisa que sabemos é que Passos Coelho já mandou Sócrates negociar com o Bloco de Esquerda, que, bem entendido, é o equivalente político a mandar o Primeiro Ministro fazer análises à c*na da mãe do Luís Horta.

Eu se fosse ao Sócrates ia, mas com cuidado que a senhora ainda deve cheirar a Queiroz. Não só o Bloco tem gajas bem boas e libertinas como exalam um aroma exótico a substâncias provindas de Marrocos que o cheiro a lota do CDS/PP não consegue disfarçar. Além disso deve ser menos penoso negociar com Louçã, do que ver o Miguel Relvas fazer política.

Anyhoo, esta coisa do orçamento está muito confusa. O que parece pode não ser. O que é não parece. E o que não é parece óbvio: honesto. Isto é quase como pescar uma linda e fresca acompanhante brasileira mas que, após descamar-se, nos coloca uma dilema em cima da mesa em forma de sarda saltitante e que atende pelo nome de Wagnão Júnior. Mandamos a bicha de volta ao mar, ou engolimos o orgulho e enfiamos no primeiro buraco disponível? Pensa nisto, Passos Coelho.

É a Economia, Pedro Passos Petinga.

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