É a Economia, Estúpido!, Destaque

É A ECONOMIA, ESTÚPIDO! – O PEC parece que só bate nas nádegas do país mas acaba por entrar no buraco

cartões-economiaPOR PEDRO BILTRE-FARFALHO/TCC – Escrevi na crónica passada que ganhei cart-blanche do Teixeirinha para escolher as deduções a rapinar ao contribuinte a apresentar no PEC, mas o que não sabia é que, para além das acompanhantes que contrato com mais regularidade do que o PSD faz congressos, também os líderes partidários me viriam bater à porta tal jeová.

Tais visitas nem me chocam muito, tanto que pessoalmente sempre pugnei pela evangelização porta-a-porta por parte da Igreja do Sagrado Empalamento Anal, e até acabei por chambrear um vinhozinho para receber o Portas, uma grade de Sagres para o Jerónimo e sangue de morcego para a Dona Leite. Claro que comprei uma garrafita de Champomy para o Paulo Rangel, não vá ele trepar-me pelos canos.

Agora imaginem a Teresa Caeiro a refilar com o PEC. Nham nham!

Agora imaginem a Teresa Caeiro a refilar com o PEC. Nham nham!

Aguardava eu a chegada dos líderes partidários, ou de duas senhoras que me pedissem dois minutos para dar a conhecer a palavra do Grande Arquitecto, ler-me uma publicação formativa e deixar dois tubos de gel sexual, quando me bate à porta o líder do PNR acompanhado da sua entourage de cabelo rapado, munida de tacos e soqueiras em quantidade equivalente aos metros de pénis que o líder dos Hammerskin Mário Machado já empacotou na prisão.

Afinal, em vez de receber um arraial de porrada digno de uma final da Taça da Liga, o parteführer Zé Pinto-Coelho quis deixar-me a sua indignação com a falta de discriminação do PEC. É que lendo bem nas entrelinhas, todos os portugueses acabarão por contribuir para o grande, grosso e negro tapa-défices e o líder nacionalista esperava maior segregação. Na estrábica óptica do tipo, os brancos não devem pagar nada, e os pret… vá, os senhores que sofrem de excesso de melanina, e os ciga… os tipos que têm o cheiro a fogueira entranhado no corpo, que paguem a crise.

Anyhooo, tentei explicar-lhe que essas pessoas acabam por ser um pouco como eu, ou seja não pagamos impostos, vivemos da teta esquerda do Estado e ainda refilamos sempre que podemos, mas quando a turba ameaçou igualar a minha sala a uma estação de serviço de auto-estrada acabei por assinar um protocolo de entendimento bem mais ariano do que a profissional eslava, vestida só com uns lederhosen e que geme entoando uma música tirolesa, que tinha contratado para essa noite.
É a Economia, povo branco com sorte e que deve agradecer a alguém do Ministério do Coiso porque afinal os neo-nazis sabem ler.

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