É a Economia, Estúpido!, Destaque

É A ECONOMIA, ESTÚPIDO! – O governo agarrou-se às escutas, eu à Cláudia Jacques e ambos sodomizámos o OE

cartões-economiaPOR PEDRO BILTRE-FARFALHO/TCC – Confesso que ando tão atarantado com esta coisa das escutas proibidas quanto a verruga do Jorge Lacão se deve sentir com tantas declarações, audições e almoços em voz alta. Ainda assim, e porque gastei uma quantidade generosa de fundos próprios em fruta fresca, lattes macchiato e robalos de Ovar com os meus contactos no sistema judicial, as minhas conversas com o Pedrinhas e o Varinha Mágica ficaram no segredo dos deuses, bem longe portanto da casa de gengibre onde habita a Felícia Cabrita.

Agora anda tudo muito preocupado com o Estado de direito, exceptuando o Medina Carreira que já não o vê direito à muito tempo.

E quem não quer meter a mão nestes fundos estruturais?

E quem não quer meter a mão nestes fundos estruturais?

Na verdade o Estado de direito está bem, recomenda-se e passou no exame dos estados mais endividados no mundo ocidental com uma palmadinha na nádega. Não há maior alegria para um intermediário comissionista que se move na alta esfera financeira do que um Estado que contrai dívida através da minha conta de Gibraltar. Talvez abra uma excepção para a fantasia de ter a Cláudia Jacques nua numa sessão bolsista privada e a transaccionar em alta… ou em baixa. Ou até em missionário, se bem que com aquela cara de safada não imagino a dita senhora a ajoelhar-se devota e a receber o corpo de… pronto, se calhar vislumbro mas Deus não entra no quarto.

Anyhooo, estive a ler o processo (sim, é obvio que tenho acesso ao processo – se a minha porteira já o leu na Ana Mais Atrevida…) e parece-me que em nada afecta a economia do país ou, muito mais importante, as minhas finanças pessoais ou o leasing do meu Sunseeker Yatch Trideck de 46 metros, que eu baptizei de BPP em memória dos depósitos dos clientes de contas de retorno absoluto que tão preciosos foram para a entrada inicial do barco.
Para gáudio deste simplório que vos escreve, da angolana que enquanto disfarçada de filha do José Eduardo dos Santos me estimulava o pénis enrolado em canudo com acções da Zon e até de um primeiro-ministro com nome de filósofo pedófilo, substituiu-se a discussão do OE 2010 por coisas quase tão desnecessárias como a presença da Maya no pequeno ecrã.

Pessoalmente excita-me tanto esta manobra de diversão quanto um gelado de silicone labial embrulhado em papel provindo das transcrições das escutas ao Sócrates agrada à Manuela Moura Guedes.
Enquanto o povo estiver ocupado com telenovelas políticas, eu vou alegre, sub-reptícia e impunemente incluindo despesas confidenciais de consultoria no Orçamento de Estado. A este método de enriquecer à custa dos contribuintes chamamos Privatização da TAP, Aplicação do QREN ou Operação Robalo Ovarense.
É a Economia, caro contribuinte.

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