É a Economia, Estúpido!, Destaque

É A ECONOMIA, ESTÚPIDO! – Sócrates, Vara, Fatinha Felgueiras e uma estória de Natal

cartões-economiaPOR PEDRO BILTRE-FARFALHO/TCC – Era uma vez, no círculo polar da Beira Baixa, um Pai Natal chamado Sócrates que formou uma empresa de distribuição de presentes ao nível do gasóleo chamada Sovenco com os três mais naturais sócios possíveis: os duendes Vara e Virgílio de Sousa, e uma rena de Felgueiras com pêlo louro pintado e quadril largo. Eram os quatro muito amigos e rapidamente ganharam visibilidade nos corredores do poder desta aldeia, sendo que a empresa teve de ficar para segundo plano, o que acabou por ser tão conveniente quanto o episódio da tentativa de compra da TVI.
Entretanto, sem ninguém saber, o duende Virgílio andou ocupado com o Centro de Exames de Condução de Tábua, portou-se mal ao nível de umas trocas de Farinha Amparo por dinheiro e acabou por ser fechado num arrumo, sem direito a doces.

Feliz Natal, principalmente aos arguidos com medidas de coacção que lhes permita ir a casa

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A rena de Felgueiras foi eleita a Rainha da Aldeia das Fábricas-de Sapatos-Que-Recorrem-a-Mão-de-Obra-Infantil, mas acabou condenada a ficar três anos e três meses num estábulo fechado por ter dado a comer palha de uma manjedoura azul que não lhe pertencia. Começava agora a parecer que a Sovenco estaria amaldiçoada, quem sabe por uma bruxa com lábios excepcionalmente grandes.
O último sócio, o duende Vara, foi igualmente condenado a ficar fechado numa Caixa derivado das malfeitorias que andou a praticar. Desde logo a construção de um iglu privado em Montemor-o-Novo com recurso a engenheiros do Estado, e mais tarde a influência indirecta na licenciatura do Pai Natal, e as jigajogas com os senhores do lixo.
Entretanto o Pai Natal vê-se nomeado primeiro-ministro e desata a fazer inimigos entre os habitantes da Portugalândia, nomeadamente os apoiantes de uma facção esquimó chamada PSD e uma bruxa má chamada Guedes, que toda a aldeia temia por possuir lábios com super-poderes ao nível da maledicência, difamação e cologénio. As moscambilhas dos antigos sócios do Pai Natal vieram a lume, foram interceptados duendes mensageiros, o Pai Natal perdeu a maioria absoluta e tudo parecia perdido. Mas uma estrela brilhou no céu do Pai Natal e eis que surge Pinto Monteiro e tudo acaba bem.
Como devem ter reparado, desta estória não consta qualquer Ebenezer Scrooge, ainda que os fantasmas do passado tenham efectivamente voltado para assombrar os nossos heróis. É a Economia, Sócrates e Vara S.A..

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